terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Ser Correto x O Ser Legalista

Na atualidade vez por outra deparo-me com uma questão muito pontual que é justamente o fato de existir uma linha muito tênue entre ser uma pessoa politicamente correta e ética; e a prática de ser um legalista, uma pessoa extremamente conservadora e que se acha acima do bem e do mal e que fica 24h por dia classificando as ações dos demais como anti-éticas, desonestas, corruptas, erradas, etc.

Bom, em primeiro lugar quem opta por um caminho a-ético, em ter uma postura diante da vida que se permita todo e qualquer tipo de prazer seja ele, lícito ou ilícit,o corre um sério risco de ter muitas dificuldades ao longo da vida, crises (diversas) e nos casos mais extremos encontrar com seus próprios passos até a morte. Porque quando se escolhe andar na contramão dos valores e princípios que podem ser considerados "saudáveis" e que possibilitam a chance de uma vida mais tranquila e equilibrada, podem levar uma vida promissora a um fim trágico em muito pouco tempo.

Mas por sua vez quando um ser humano começa a ser o crítico do mundo, a achar os outros são safadoss, errados, desonestos ou mal caráter; quando essa pessoa "super-espiritual" e que está acima da média,  esse "Super-homem" que em sua própria visão está acima do bem e do mal, fica muito difícil e lidar e aturar esta pessoa. Este em seus "devaneios" pensa ser mais ético do que todos e geralmente ao longo da vida tenho visto esse tal ser espiritual, mais cedo ou mais tarde envolver-se em algum escândalo, no qual o seu falso moralismo cai por terra, a sua máscara cai, conforme de vez enquando acontece.

Nos dias de Jesus tínhamos os fariseus que eram hipócritas  e que colocavam fardos pesados sobre as demais pessoas e que viviam de uma falsa espiritualidade e essa fé deles NÃO era um instrumento de benção,mas na verdade um fardo pesado na vida de muita gente e o interessante é que este fenômeno ainda ocorre nos dias mais contemporâneos.

Na Idade Moderna, os puritanos, achavam-se os chamados santarrões, aquele que é visto como o "bonzão",o "supra-sumo", o "Cara". Mas em nossos dias temos os neo-puritanos esses seres super-espirituais, que por um motivo qualquer não possuem uma ampla compreensão da Graça divina.

Na realidade devemos ser, ou pelo menso tentar ser pessoas ética e corretas Sim, mas com leveza e sem colocar nenhum fardo pesado demais sobre as outras pessoas, sem colocar sentimento de culpa e cobrar dos outros além dos seus próprios limites pessoais. E de mais a mais, ninguém, absoplutamente ninguém precisa transpirar espiritualidade as 24 h por dia,porque isso é muito chato, mas viver deixar genuinamente a vida de Deus operar em nós e nos ajudar a sermos a cada dia pessoas melhores não do que alguma outra pessoa, mas sermos melhores do que nós fomos ontem e assim sucessivamente!

Portanto tenhamos o ... Bom senso ... de sermos ... CORRETOS, mas principalmente sejamos pessoas mais ... responsáveis, mais amigos, mais compreensíveis e cheios de amor, graça e misericórdia para com o próximo! Fazendo um esforço para verdadeiramente tentar compreender as fraquezas e necessidades das outras pessoas. Isso porque o fariseu ou puritano que atuam em nossos dias são justamente aqueles que se acham habilitados a atirar a primeira pedra naquele que foi pego em alguma eventual falha ou ainda são os primeiros ao no meio da multidão a gritar: CRUCIFICA, CRUCIFICA, CRUCIFICA!!!

2 comentários:

gabzmoreira disse...

Que matéria legal Fábio!
Primeiro, não tenho podido ler seu blog pois estava no interior de SP , com o laptop bugado.
Concordo com você em todos os pontos principalmente no último parágrafo.
Entretanto, acho que devemos sim, transpirar a VERDADEIRA espiritualidade que vem de Deus, Digo isso apesar de ter entendido o que você quis dizer e concordar. É só um cuidadinho com as palavras que sugiro. heheh

É como aquele sujeito que vive na Cia Gospel quernendo forjar sua espiritualidade falsamente, sobre os erros dos outros e não no exemplo de Cristo, né?

Um Grande abraço!

Gabz

Anônimo disse...

Primeiramente gostei das suas considerações, mas, há de se destacar, principalmente, no convívio de igreja, de as coisas não fugirem ao controle daquilo que diz a palavra de 'DEUS'. Pois,considero, que se deixarmos as propostas inadequadas invadir o ajuntamento da igreja, poderemos ter sérios problemas. Mas no geral sua coloção está correta em muitos apectos.